O Jornalismo Apimentado e as poesias da vida

Essa foi minha primeira entrevista como escritora. Ela foi realizada assim que publiquei meu primeiro livro, “Doce dor, Amargo desejo”. A entrevista é para o blog Jornalismo Apimentado da jornalista Rafaela Oliveira.

Confira a entrevista na íntegra. Link da matéria.

Jornalista formada pela Unemat lança livro de poemas

A entrevistada da semana é a  jornalista Brenda Carvalho, blogque lançou recentemente seu primeiro livro Doce dor, Amargo desejo, publicado pela Amazon. Elas nos deu detalhes de como surgiu a ideia escrever um do livro e o que inspirou os mais de 70 poemas que compõe a obra.

– Como surgiu o livro?

A ideia começou a aflorar os meus 16 anos, pouco tempo antes de ingressar na faculdade de Jornalismo
eu escrevia pura e simplesmente para expressar meus sentimentos. Sentimentos estes que eu não contava para ninguém porque não tinha coragem nem vontade de me abrir para o mundo ou qualquer pessoa. Encontrei na escrita uma porta aberta para escapar de momentos de tribulação antes que eu explodisse.

Sempre fui uma pessoa quieta, tímida e, até certo ponto, retraída. Nunca fui de ter muitos amigos e pouco me importava estar nas rodinhas de conversas das garotas e garotos mais populares do colégio. Ficava “na minha”, tanto que ia para a biblioteca na hora do intervalo ao invés de aproveitar esse tempo para jogar conversa fora.

A obra reúne poemas que foram escritos ao longo de cinco anos. Ela registra alguns momentos de minha vida, situações pelas quais passei calada.Saudade de hoje

Assim, o livro marca fases de transições em minha vida, como a saída do colegial e a descoberta de um novo mundo quando saí de casa e ingressei em uma universidade aos 17 anos, época em que ainda mantinha o mesmo ritmo de vida que o da escola. Essa foi uma fase de descobertas, decepções e, principalmente, uma fase que marcou a minha saída da “bolha de plástico” que comento no Prefácio da obra.

– Por que “Doce dor, Amargo desejo”?

O livro foi intitulado “Doce dor, Amargo desejo”, por se tratar de uma dor doce, que acalentava a alma quando era expressada e um desejo amargo.
A escrita me proporcionou a mais perfeita oportunidade de jogar para fora aquilo o que me corrompia e me corroía, mas também foram momentos de reflexão sobre a vida, minha existência. A faculdade me proporcionou bons anos que foram essenciais para aprimorar meu posicionamento diante da sociedade e de mim mesma.
Ainda assim, havia momentos em que ficava triste. Então, conheci alguém que me libertou de uma vez dessa prisão em que me encontrava. Conheci verdadeiramente a Deus há um ano e Ele mudou muito a minha vida. Claro que ainda tenho momentos em que fico para baixo, mas já não é a mesma coisa, não é mais a mesma culpa.A Palavra liberta. Acho que agora sou normal (rs).
Apesar de ruins, esses momentos foram necessários para o meu crescimento enquanto um ser humano de verdade. Olho para trás e penso: “aquela garota era eu, não posso simplesmente ignorar isso e fingir que nunca existiu, isso fez parte de mim algum dia e contribuiu, de alguma forma, para a pessoa que sou hoje”. O sofrimento só vai acabar mesmo quando esse mundo não mais existir e aí tudo será para a glória de Jesus.
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Ao mesmo tempo em que achava ruim passar pelo que estava passando, achava bom sentir dor porque nesses momentos eu não me escondia nas barreiras impostas por mim e pela sociedade. Eu me libertava. Ali, por detrás de rabiscos em papeis ou na tela de um computador, estava a verdadeira Brenda, aquela que tentava parecer uma pessoa normal na frente dos outros. Aquela garota tímida que ninguém olhava e que poucos ouviam.

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